Os 10 maiores mitos sobre o vinho


 

“Sabias que o vinho Rosé é uma mistura de castas tintas e brancas?” – e assim começou a necessidade de escrevermos este artigo.

Sem darmos bem por isso, ao longo do tempo, tomamos alguns mitos como verdades absolutas. Isso acontece porque uma ideia peregrina sobreviveu demasiado tempo sem ser exposta. Ora, para que não andemos todos enganados, vamos então expor os 10 maiores mitos sobre o vinho.

 

  1. “O vinho tinto deve ser servido à temperatura ambiente”.

Falso. Ora então imaginem que estavam na Amareleja em pleno agosto à hora de almoço, “vai um chazinho?”.

Cada vinho tem a sua temperatura ideal. O mais simples, a memorizar, para fazer sempre uma escolha acertada é: quanto mais simples e fresco o vinho é, mais frio deve ser servido. Ao passo que, quanto mais complexo e sofisticado, mais temperado deve ser apresentado. Este é apenas o primeiro dos 10 maiores mitos sobre o vinho.

O importante é definir o estilo do vinho antes de poder determinar sua temperatura.

Podemos tomar esta tabela como referência:

Brancos frescos: entre 7° e 9° C.

Brancos com corpo: entre 10° e 13° C.

Tintos simples: entre 14° e 16° C.

Tintos com corpo: entre 16° e 18° C.

Grandes vinhos tintos: entre 18° e 20° C.

 

 

  1. “O vinho deve ser aberto meia hora antes de servir”.

Falso. É verdade que os vinhos requerem oxigenação, tanto os tintos jovens como os tintos mais envelhecidos e complexos.

Idealmente, devem ser decantados antes de servir. O gargalo da garrafa, por ser estreito, não satisfaz a necessidade de entrada de ar, para conseguir que os aromas se revelem. Pelo menos não tanto quando o desejável.

 

Ou seja, não é por abrir uma garrafa meia hora antes que ele vai ter melhor contacto com o ar. Se é por esse motivo, deve decantar o vinho para conseguir explorar ao máximo os aromas do vinho.

Por exemplo, aconselhamos que decante os nossos MR Premium Tinto, o Vinha das Romãs ou o Monte da Ravasqueira Reserva para desfrutar a 100% do potencial que estes vinhos apresentam.

 

 

  1. “Vinho tinto com carne e vinho branco com peixe”.

Falso. Apesar de ser verdade que é complicado encontrar muitos pairings possíveis entre Vinhos Brancos e carnes vermelhas, os Tintos podem ser, muito facilmente, harmonizados com peixe. Estamos logicamente a falar de peixes mais gordos e mais substanciais.

O bacalhau é um bom exemplo de harmonização com vinho tinto. O Chef George Mendes do restaurante Aldea (em Nova Iorque) escolheu o Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs para hamonizar com Arroz de Polvo, por exemplo. O Tinto não se esgota na carne, assim como o branco não acompanha apenas peixe e marisco.

 

 

  1. “Os melhores vinhos estão nas garrafas mais robustas”.

Falso. Uma garrafa robusta significa apenas que o produtor investiu na garrafa do ponto de vista de marketing ou perceção do produto.

Esse investimento vai-se traduzir, forçosamente no preço do vinho. Mas a garrafa robusta conjugado com um preço mais alto, não faz do conteúdo da garrafa melhor ou pior.

Por outro lado, é óbvio que um produtor investirá numa boa garrafa para os seus melhores vinhos.

Ou seja, há bons e maus vinhos em garrafas robustas. Interessa não tomar decisões precipitadas na escolha de um vinho. Se nós sabemos que esse é um dos critérios que nos faz comprar vinho, os produtores também.

 

 

  1. “Os vinhos brancos gelados e os tintos escaldados”.

Falso. Os vinhos, tal como mencionávamos no ponto acima, têm diferentes temperaturas de serviço recomendadas e as suas máximas estão entre 7° e 20° C.

Há que ter muito cuidado ao usar as habituais champanheiras, frapés ou a arejar o tinto à lareira.

Um vinho demasiado gelado pode fazer com que este não ‘abra’ o suficiente, não se expresse na plenitude das suas capacidades. Por outro lado, um vinho demasiado quente pode evaporar e tornar-se e alterar a sua estrutura.

 

 

  1. “Só vale a pena guardar vinhos tintos”.

Falso. Alguns vinhos brancos – champagnes, Sauternes, Reislings  e alguns vinhos brancos secos ou envelhecidos – são tão bons para guardar e envelhecer em garrafa quanto os tintos. Envelhecem muito bem em garrafa.

Por exemplo: o MR Premium Branco, da Ravasqueira é um vinho que tem potencial de envelhecer muito bem em garrafa, mais de 20 anos, pela elevada acidez natural que apresenta.

 

 

  1. “O vinho branco é exclusivamente produzido com recurso a uvas brancas”.

Falso. E esta? Não estavam à espera, pois não?

Pois é, isto acontece porque o vinho branco também pode ser produzido através de uvas tintas. Serão apenas uvas tintas preferencialmente não tintureiras, e não devendo a película entrar em contacto com o mosto.

O Ravasqueira Espumante Grande Reserva apresenta uma cor ouro velho e é feito 100% com uvas tintas da casta Alfrocheiro.

 

 

  1. “Um vinho com a indicação ‘DOC’ é superior a um vinho com a indicação “Regional”.

Falso. Para entendermos este mito temos de saber o que é a denominação DOC e Regional.

DOC (Denominação de Origem Controlada) significa que o vinho foi produzido exclusivamente com castas recomendadas e autorizadas para a região em questão. Ao passo que o vinho Regional foi produzido com castas não recomendadas ou autorizadas para a região em causa.

Por exemplo, no Monte da Ravasqueira produzimos vinhos Regionais com castas estrangeiras, no caso dos monocastas, por exemplo: Petit Verdot, Sangiovese, Syrah, Viognier, Nero d’Avola ou Semillon. Experimentem qualquer um destes e desmistifique este verdadeiro e enorme mito.

 

 

  1. “O vinho rosé obtém-se através da mistura de vinho tinto e vinho branco”.

Falso. O vinho rosé é produzido com recurso exclusivo a uvas tintas.

E porque razão ele fica com essa cor rosada ou alaranjada? Isto acontece porque existe pouco contacto com as películas das uvas no processo de produção.

 

 

  1. “Os melhores vinhos são aqueles que contêm no rótulo palavras como ‘Colheita Selecionada’, ‘Seleção Especial’, ‘Garrafeira’ ou ‘Reserva’”.

Falso. Não tem qualquer importância.

Estas designações servem apenas para que este mito exista. Apenas as palavras ‘Reserva’ e ‘Garrafeira’ têm um valor normativo: identificam vinho como um estágio mínimo em barricas e em garrafa.

O facto de um vinho estagiar mais ou menos em garrafa não determina por si só a qualidade de um vinho.

 

 

Agora que já desmistificámos os 10 maiores mitos sobre o vinho, está na hora de provar o nosso Vinha das Romãs e sentir o sabor de um mito que se torna realidade a cada prova.

como provar um vinho

 

 

Em 2002, tomou-se a decisão de arrancar um conjunto de romãzeiras que ocupavam uma área de cerca de cinco hectares para se plantar vinha. Pretendia-se que o sucesso de maturação das romãzeiras pudesse transmitir-se na qualidade das uvas das castas Syrah e Touriga Franca, então plantadas naquela parcela que passou a chamar-se Vinha das Romãs. No entanto, algo de diferente foi observado durante todas as colheitas. Por mero acaso, simples conjugação de fatores, ou simplesmente pelas características inerentes ao terroir, esta vinha revelou uma concentração e um nível de maturação único em toda a área de vinha do Monte da Ravasqueira. Todos os anos procuramos o perfeito equilíbrio entre as duas castas e isolamos as melhores zonas de cada casta que melhor transmitem a singularidade e perfil deste vinho. A WineEntusiast e a Decanter aprovaram este mito, ficamos à espera da sua opinião.